Fazedora de pasta!

Ganhamos uma maquina de fazer pasta de natal (fazer não, só esticar mesmo) e os dois últimos fins de semana tem sido a diversão aqui em casa…

Fizemos lasanha no domingo passado, e ontem fizemos tagliatelli.

É um pouco trabalhoso de fazer e fica tudo uma bagunça no final… mas é uma terapia, além do prazer de comer uma pasta fresca feita por você compensa tudo.

Olha as fotos:

 

Delicia, hein?!

Estou ficando prendada! :-)

 

Meu barco

Vejam como sou chique! Tem um barco com meu nome no rio Tâmisa!
De vez em quando eu vejo e já tenho várias fotos dele… Mas sempre que vejo eu não resisto…
Isso tudo porque no passado Londres já fez parte de um reino chamado Mercia
Adoro!

 

Raposas

Londres é um lugar engraçado… Uma cidade grande, com muitos dos problemas de cidades grandes, mas um sentimento de cidade pequena… possui uma diversidade imensa de pessoas de varias culturas e nacionalidades e vivem muito bem integrada (muito melhor que Paris, por exemplo).

Mas dentre as coisas curiosas que vejo por aqui tem uma que não consigo entender: O fato de ter tantas raposas pela cidade!

Já falei sobre elas nesse outro post, mas continuo impressionada com a quantidade de raposas que vejo por aqui! Durante o inverno então, quando a saída pra o trabalho ainda é no escuro, pode-se até apostar que vai ver uma raposa no caminho!!!

Elas são completamente civilizadas e não ligam pra as pessoas… você passa perto e ela nem liga.. se não mexe com ela, ela não mexe com você.

Enquanto isso, as pessoas que moram no campo, nos locais onde seria mais provável encontrar uma raposa, ou nunca viram ou se encontram com alguma é pra fugir pra não ser atacado.

Vai entender..

2013 em fotos

Ano passado não foi meu ano mais inspirado (como podem ver na quantidade de posts aqui do blog) – as vezes tenho uma vontade imensa de escrever mas me perco em motivos, assuntos e rotinas.. tenho que mudar isso!

2013 foi em geral um ano estranho. Perdi meu avô, não foi tao surpresa visto que ele já vinha doente… quando fui no Brasil em 2012 minha mãe me falou pra considerar nossos encontros como despedida. Mesmo assim o velhinho foi uma fortaleza e lutou meses e meses pela sua vida. Teve uma vida boa e feliz!
Um outro avô (postiço, da minha família francesa) também ficou doente, mas sobreviveu ao ano e agora vive numa cadeira de rodas com o lado esquerdo todo paralizado… foi bom vê-lo agora no fim do ano.. não consigo mais entendê-lo (já era difícil antes) mas posso sorrir pra ele e ele pra mim.
Pra completar a minha mãe passou parte do ano num tratamento contra um câncer.. daqueles que se não nos quebram nos deixam mais fortes, sabe? Ela está bem! Está ótima! Acho que até ela se surpreendeu com sua própria força.

Mas não posso falar somente mal de 2013. Fiz alguns passeios interessantes, muitos aprendizados de vida. Um ano mais introspectivo (olha eu arrumando desculpas pra o fato de não ter escrito muito). Acho que precisamos disso as vezes.

Então só pra relembrar as coisas boas de 2013, vamos olhar algumas fotos:

Janeiro: O inverno mais frio que passei na Inglaterra.
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Fevereiro: A sempre linda Tower Bridge!
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Março: Semana Santa em Bath – me senti nos livros de Bernard Cornwell.
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Abril: Mirella e Marisa Monte ao vivo!
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Maio: Islandia e sua natureza crua!
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Junho: Corrida beneficente! 10km!
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Julho: Visitas mais que especiais!
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Agosto: Mais uma vez em Roma… Adoro!
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Setembro: San Francisco e a minha paixão de 2013: A ponte Golden Gate!
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Outubro: New York, New York… e com direito a shutdown!
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Novembro: Antes dos fogos da noite das fogueiras (5 de novembro).
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Dezembro: Umas horinhas com minha outra metade pra matar a saudade!
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E que venha 2014!!!! Melhor que 2013!!

Comercial de Natal

Chegou aquela época gostosa do ano e parece até que estou fazendo propaganda, mas todo ano essa mesma loja se supera e lança um comercial mais lindo que o do ano anterior…
Eu só tenho que mostrar aqui:

Aproveito para desejar meus votos de um ótimo natal e um ano de 2014 muito feliz para todos!

A terra de água fria e também de água quente

Tinha prometido voltar pra falar da Islândia, dessa vez é mais sobre o que senti do que sobre o que vi (que já mostrei nas fotos).

Uma das melhores coisas de viajar é olhar o mundo sobre outra perspectiva: você aprende que as pessoas são iguais: tem os mesmos medos e as mesmas inseguranças que você. A única diferença é o ambiente em que elas vivem!
Alguns lugares que visitei – e a Islândia é incluída – me faz parar pra pensar como o ser humano consegue se adaptar a qualquer coisa, viver bem, ser feliz, prosperar!

Uma pessoa como eu – nascida praticamente na linha do equador – tem muita dificuldade de raciocinar em com que cargas d’água uma pessoa chega num lugar desse numa época em que não tem casa com aquecimento e decide morar lá:

Solo vulcânico – o país registra erupção de um vulcão a cada 2 anos – já estão monitorando um que deve entrar em erupção entre este e o próximo ano.

Temperaturas baixas – a temperatura média no verão em Reikjavik é por volta de 12 graus e o verão dura 3 meses, no resto do ano é inverno – pra vocês terem uma idéia, no inicio de maio quando fui, estava por volta de 20 graus em Londres e 3 graus em Reykjavik.

Neve, inverno escuro demais, verão claro demais – os carros em Reykjavik eram imensos e os pneus maiores ainda – a única explicação na minha cabeça é que você não tem idéia onde anda quando a neve cobre tudo.

Muito melhor ir pra lugares no Mediterrâneo, nas Índias, nas Américas.. mas não! Os loucos dos Vikings gostam de sofrer!

Só que quando você olha de perto ai você começa a entender melhor. Por exemplo, ao redor de qualquer cidade/vila que passamos na Islândia tem uma fonte de água quente e uma fonte de água fria! Tudo ali, saindo do chão e pronta pra ser aproveitada!

No nosso primeiro passeio por Reykjavik, entramos numa discussão sobre o que se plantava por aqui? Se era possível “criar comida” ou tudo tem que ser importado? Minha conclusão naquele momento, influenciada pelo que conheço da Noruega, é que alguns legumes “fortes” devem crescer por lá, e o resto deve vir de avião de outros lugares mais quentes.

Um dia depois, sem planejar, fomos parar numa fazenda de tomate e pepinos tudo dentro de estufas! Isso porque a água quente, a água fria e um pouco de tecnologia fazem com que essas pessoas que vivem no começo do mundo (um pouco mais de 1 hora de voo e você está no polo norte) tem as mesmas possibilidades que qualquer um, simplesmente pelo fato da natureza prover de maneira diferente, mas nem por isso pior, do que eu estou acostumada!

E a natureza é linda mesmo!

Aquele país tem energia 100% limpa e abundante – vindo de usinas hidroelétricas e geo-termicas!
Aquele fazendeiro rega seus tomates e pepinos com a mesma água que bebe!
Os tomates que se come em Reykjavik são mais doces que em muitos outros lugares, e se produz o ano inteiro!

No final saí de lá mais feliz do que cheguei! Mais maravilhada que cheguei! Mais emocionada que cheguei!
Porque a natureza vai estar sempre provendo – mesmo que de fora eu não veja como – e o homem sempre se adaptando: Mas disso eu já tinha certeza!

Não tem árvore na Islandia

Um islandês tinha me falado isso ainda quando morava na Noruega. O contexto era que Trondheim fica na mesma altura de Reykjavik (se pronuncia Reiquiavic e é a capital da Islandia) – pra quem lembra aqui do blog, Trondheim fica na latitude 63˚N e Reykjavik fica na latitude 64˚N – mas enquanto Trondheim é uma floresta de pinheiros com casas e montanhas em volta, brotando árvores até das fendas das rochas, Reykjavik é “peladinha” de vegetação – principalmente porque é uma ilha vulcânica.

Essa era uma das coisas que queria ver na Islândia… se realmente não tem arvores lá: e realmente não tem… não é que a percentagem de árvores é zero (vocês vão ver algumas árvores nas fotos), mas realmente são muito poucas árvores, principalmente se comparamos com a Noruega.

Fui passear na Islandia no feriado de primeiro de maio que aqui na Inglaterra se coloca na segunda-feira. 2 dias pra dar uma olhada básica no país, tinha que fazer tudo organizado, então comprei dois pacotes basicões e o resto do tempo passeamos pela cidade.

Não consigo falar todos os assuntos sobre a Islandia em 1 post só.. é tudo muito diferente e as impressões e sensações são tantas que não dá pra colocar tudo de uma mesma vez.

Então aqui são as primeiras impressões:

A Islandia foi colonizada pelos vikings noruegueses, então na minha cabeça eu esperava que Reykjavik fosse uma cidade meio escandinava: casinhas de madeira, coloridas, ruas estreitas, muitas bicicletas, e povo meio rude.

Nada disso!!!!! Reykjavik tem ruas largas e prédios altos!!! Tá mais pra uma imitação dos Estados Unidos que da Escandinávia.
As cores estão lá, acho que até mais exagerado porque você encontra uma casa com todas as cores ao mesmo tempo e no centro da cidade tem até uma tentativa de imitar casas de madeira usando placas de alumínio (aquelas de telhado) pintadas.
E as pessoas, a primeira vista, são bem mais abertas e simpáticas que na Noruega.

Mas como fazer casas de madeira se não tem árvore? Tudo faz sentido nessa vida, e o ser humano tem a característica maravilhosa de se adaptar a qualquer coisa! – mas isso fica pra o próximo post. :-)

Uma outra coisa que também aprendi ainda quando morava na Noruega, só pra vocês perceberem como o lugar é pequeno e provinciano, se eu fosse islandesa meu nome seria “Mercia Vicentedottir“, e se fosse homem, meu sobrenome seria “Vicentesson” (notaram que o nome do meu pai é Vicente).
Eles ainda hoje vão se reproduzindo e se chamando Fulano(a) filho(a) de Cicrano, do mesmo jeito que os vikings faziam no século 5.

Quer outra coisa doida? a moeda desvalorizada por causa da crise econômica: 1 libra vale mais ou menos 180 coroas islandesas.
Então não se espante se for jantar (muito bem, diga-se de passagem) e sua conta dar 10000,00ISK.
Morri de rir com o preço das coisas!

Tenho que voltar pra falar dos detalhes e do que senti na minha visita… mas por enquanto, segue as fotos:

Bath: Os banhos e os armários de água

Feriado de Semana Santa em Bath (Banho em português), uma cidade patrimônio da Unesco não apenas pelas ruínas impressionantes dos banhos romanos (por volta do ano 46 Depois de Cristo), mas também pelo fato dos seus descendentes quererem manter a beleza da cidade e continuarem construindo tudo como achavam que os romanos construiriam ou gostariam que fosse construído.

A cidade do tempo romano se chamava Aquae Sulis e o que aconteceu é que Bath fica em cima de uma falha geológica por onde escapa água quente. Vocês imaginem os romanos chegando naquela época, nesse lugar que nunca esquenta de verdade e encontrarem água jorrando do chão a 35 graus? Claro que isso aqui virou um lugar importante!! E uma visita ao Museu dos Banhos Romanos dá pra ver a dimensão da cidade na época. Eu sinceramente não achava que iria encontrar um sítio arqueológico tão grande e fiquei impressionada! Vale a pena!

A água quente é quente mesmo… fomos num dos Spas no centro que se aproveitam de uma das falhas geológicas e uma das piscinas do complexo é externa.. agora posso falar que tomei banho de piscina com 3 graus fora e 35 graus dentro d’água. Um passeio que vale a pena pra conhecer e também pra relaxar.

Mas e a estória dos armários de água? Essa foi a guia turística que nos mostrou!!

Vocês já pararam pra pensar o que significa WC pra sinalizar os banheiros? Eu nunca tinha me tocado, mas WC significa Water Closet ou armário de água. Agora reparem bem essas fotos:

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As casas bem antigas (dos anos 1400-1600, por ai…) não tinham banheiro – Claro! não existia linha de esgoto naquela época! – Os ricos tinham seus penicos pra suas necessidades e os serventes davam jeito de limpar tudo!
Mas aí chegou a modernidade e como se faz? Constrói-se um puxadinho na casa pra servir de banheiro.. Como se vê nas fotos: Um armário! Chique, não?

Segundo a guia que nos mostrou a cidade, esses que eram construídos de madeira eram um problema porque de vez em quando desabavam… imaginem a cena?
Vimos outros que eram mais sólidos (feitos de concreto) – mas acredito que nessas cidades velhas devem existir muita coisa desse tipo!!

Por outro lado, os moradores dessa cidade eram sempre limpinhos pois tinham o hábito desde os romanos de ir tomar banho todos os dias nas piscinas públicas de água quente… enquanto o resto do país (ou mesmo o resto da Europa) tomava banho só de vez em quando.

Mais algumas fotos de Bath:

150 anos de “Mind the Gap”

Hoje é o aniversário do metro de Londres: 150 anos!


Fonte: Wikipedia

Imagina!!! A 150 anos atrás, no dia 09 de janeiro de 1863, tinha um trem andando no subterrâneo da cidade de Londres! Isso é que é tecnologia!!!!

Londres tem estações de trem que circulam a cidade, e naqueles tempos (por volta de 1850), já tinha muita gente que morava fora e vinha trabalhar em Londres chegando de trem… e por causa dos problemas de transito e congestionamento (parece que estamos falando de problemas dos dias de hoje), eles tiveram uma ideia de montar uma rota de trem subterrâneo dentro da cidade.
A linha se chamava Metropolitan Railway, tinha 6km de extensão e passava pelas estações de Paddington, Euston e Kings Cross e ia até London City (centro financeiro da cidade).
O trem era uma maria fumaça normal (imagina quanta fumaça o povo engolia)… os trens elétricos só chegaram em 1905.

Hoje em dia são 402km de linhas (42% subterrâneo), 270 estações e 11 linhas – a quarta maior malha de metro do mundo (em milhas de rota). Vira primeira se colocada junto com DLR.
Eu uso a linha Vitoria diariamente, e se tem algum problema tenho 3 rotas alternativas com linhas diferentes pra chegar em casa.

Falem bem ou mal, gostem ou não, o metro de Londres é um ícone e uma referencia! Sem ele será que os transportes nas grandes metrópoles seria o mesmo?

Então feliz 150 anos de metro!

E Mind the gap (Atenção com o vão)

Fontes: Wikipedia1, Wikipedia2

Mais um comercial de natal

Chegou aquela época do ano onde até os comerciais são lindos!!!
Ano passado eu mostrei um de uma loja de departamentos… pois esse ano essa mesma loja preparou um outro comercial fofo do mesmo jeito:

Adoro as idéias deles e também as trilhas sonoras… Espero que gostem!

Aproveito para deixar meus votos de feliz natal e um 2013 cheio de coisas boas para todos nós!